sábado, 6 de junho de 2009

Quinta do Jazz e da Jam!

Rolou nessa última quinta (04/06) um projeto que já havia rolado no Espaço Mundo. A Quinta do jazz. Em sua segunda edição esse projeto apresentou a banda Cabeça de Galo, que estreava pro público aberto de João Pessoa. Com um público aconchegante a banda iniciou sua apresetação com meia horinha de atraso, nada que fosse atrapalhar.
Aliás, eu até diria que atrapalhou, por que justamente quando a banda estava acabando o show, a casa ficava mais cheia. Repertório de apenas 3 músicas, variando e improvisando bastante, a banda mostrou ter capacidade de entrar na cena independente daqui.
Com uma apresentação como aquela do Cabeça de Galo, numa noite de jazz, que inspirava o improviso, músicos que estavam assistindo resolveram se unir em nome de uma jam. Sendo assim, uma hora e meia depois de acabada oficialmente a programação da noite, artistas como Haley e Daniel do Burro Morto, Edy do Cabruêra, Rayan do Nublado e também os integrantes da banda que havia tocado antes subiram ao palco e começaram a tocar mais de 3 horas de jam. Revesavam-se na bateria, guitarra e baixo, unindo seus diferentes estilos pra criar músicas que nunca foram escutadas e jamais serão apresentadas novamente.
Rayan descia o pau na bateria, encaixando com o som da guitarra de Guilherme Borges e Igor Gadelha. Haley tocou bateria revelando o que seria a ocupação musical de primeiro lugar dele, e assim, etc...etc... etc...

Quem não foi, ou quem foi e voltou logo....

PERDEU!

Por: JK

quinta-feira, 4 de junho de 2009

“Tudo ao mesmo tempo agora, uma coisa de cada vez”

resenha dos shows do último fim de semana

Depois de quase uma semana fora da cidade e distante desse nosso mundo de todo dia – não, menino, eu não tava doidão por aí não! –, voltei com vontade de ir, como diria o Proust, em busca do tempo perdido. E andei meio perdido esse fim de semana mesmo, a começar da quinta. Fui a tudo o que pude ir, e estou de ressaca até agora. Me aterei aos relatos sobre sexta e sábado.

SEXTA-FEIRA (29/05): Fui ao Bebe Blues & Come Jazz... encontrei com duas amigas com quem travei umas boas horas de conversa, sobre música, arte, design, cultura pop local, et cetera (uma delas é designer e a outra cantora de MPB, das boas, ambas, lindas – morram de inveja, cuecões da Lista... rsrsrs). Casa cheia, conversa animada. Mas a gente decidiu que queria mais. Fomos ao Papagaio Pirata. Quando os bares e casas de shows do Centro Histórico estavam fechados, e já um pouco antes de fecharem, o Papagaio era o local mais freqüentado pela galera indie & rock and roll da cidade, mas hoje, com tantos lugares disputando a sua clientela, não é mais; mas, mesmo assim, continua bem bacana. O pessoal da nova administração, pra quem não foi lá por esses dias, fez umas reformas, nada muito demais, mas que deu uma boa melhorada à estrutura. Estou bem animado com um show que faremos lá, depois dos festejos juninos (04/07), com a Seu Pereira. Pois bem, ainda sobre a noite da sexta no Papagaio, quem tocava quando lá chegamos era o grupo de samba Trem das Onze, depois Sonora Sambagroove e discotecagem por conta do Formiga no intervalo entre uma e outra banda. Sou que no Espaço Mundo rolava uma festa particular, casa fechada; e no Candeeiro tinha reggae... enfim... Que importa é que as minhas amigas tavam ali, e tava tudo muito bom... cheguei em casa com o dia já clareado.

SÁBADO (30/05): Fui ao cimena (no Tambiá), a tarde; vi o filme Che, que é excelentemente interpretado pelo Benicio Del Toro.

_____ CORTE _____

Leitor querido / leitora querida, pessoa culta és, não façais vã a rogativa que agora vos dirijo: ide ao cinema, vede Che. Vale muito a pena, vos digo. O filme é baseado (ui...) nas memórias (escritas) do/pelo próprio Che, e se tu fores criativo, podereis pensar no tal como continuação ao “Diários de Bicicleta”. Tereis uma verdadeira súmula da vida do argetino famoso. Em suma: excelente filme, vibrante, comovente, historicamente relevante... digno de vários prêmios da Academia. E às menininhas, aviso-lhes que tem o varão Rodrigo Santoro trajadinho de revolucionário. Eia! apelação completa.

_____ FIM DO CORTE _____

Liguei pra Carol Morena e perguntei o que ia rolar no Espaço Mundo: “Oi, Pata”, ela disse, “hoje tem a Festa Clash; a casa tá tãooooo arrumadinha, vai lá”. “Eu vou dar uma passadinha”, disse-lhe. E, com cansaço e tudo, fui mesmo, que sou homem de palavra. A noite estava naquele chove-não-chove que a gente conhece tão bem por esses dias. Depois de decidir não decidir sobre qual lugar iria (Espaço ou Candeeiro?), e depois de ter amigos nos dois lugares, fui ao Espaço e, armado com uma dose de licor de curaçau, fiquei dançando e de papo com os meus amigos Thiago Sombra, Falcão e outros tantos que por lá estavam. Nessa hora a banda Arupemba devia ta se apresentando no Candeeiro Encantado. Pensei que podia ficar de lá pra cá, e o fiz. Entrei no Candeeiro quando o Zé Guilherme estava se apresentando. “Nada para esse Pedro Osmar, Osmar, Osmar, Osmarrrrrrrrrrrr...” Do caralho! Depois o elogiei pessoalmente. A banda da seqüência era Burro Morto, e aí eu decidi dar mais uma chegada ao Espaço – na Intoca tava rolando uma have, da qual nada sei informar. Fiquei por lá até o tempo que julguei os moços barbudos e cabeludos do Burro levavam para montarem seus instrumentos. Quando voltei eles estava começando a tocar. Me encheu os olhos ver o Halley usando um sintetizador Moog (meu sonho de consumo, e de onde vem o sobrenome da Madalena). Fiquei pensando que, talvez por não estar tão familiarizado com este synth ou por haver feito quase todas as músicas no MicroKorg, ele usou mais esse aí mesmo. Enfim... showzão, como sempre. A Burro Morto é hoje, sem dúvida, uma das bandas mais bacanas e inovadoras da cena local. Depois do show deles, fui novamente ao Espaço, e depois voltei pra ver a última banda da noite: “As Parea vai tocar, As Parea; As Parea vai tocar, As Parea; As Parea vai tocar, As Parea...” berrava o Chico Viola, enquanto os caras ajustavam os instrumentos... e demoraram muuuuuuito para isso. Vi gente reclamando da demora. Enfim, muito bom ver a banda em cena, depois de tanto tempo sem fazerem shows por aqui. Showzão! Olhei pro céu e vi que clareava! Cansaço batendo e morgação. Um táxi me trouxe pra casa por 15 contos. Dormi até a tarde do domingo. Domingo fez um dia de sol fresquinho, e eu nem o vi direito. Pensei que as coisas, aqui, funcionam meio que em ondas: uma casa de show fechou (a Ksa Rock) e logo depois foi o Galpão 14, e antes disso o Gabinete do Fuba, etc; uma casa abriu (o Espaço) e depois várias vieram na esteira. Eu soube que o Bar dos Artistas (que era onde funciona o atual – se sem graça – Paraibar, na parte externa do Teatro Santa Rosa) vai reabrir; não sei se no mesmo local; mas parece informação segura. “É uma onda, pensei”. Que continuem abertas todas essas casas, e que outras mais abram; desejo! E que noites como as de sexta e sábado, noites com sol, venham mais quantas venham. “Tudo ao mesmo tempo agora, uma coisa de cada vez”.

Por: Patativa

sexta-feira, 22 de maio de 2009

I dig a Pygmy by Charles Hawtrey and the Deaf Aids... Phase One in which Doris gets her oats!!




Após anos e anos de sucesso, o quarteto se dividiu. Se dividiu muito. E eis o que eu percebi dessa última fase.
George Harrison tocava apenas o que Paul mandava. Lennon compunha muito bem ainda, mas nessa altura do campeonato ele queria mesmo era apenas viver com sua mulher, a quem muito amava e queria fazer arte.
As brincadeiras tiradas em studio refletem um resto de boa atmosfera que ainda havia entre os três (Ringo, John e George), sendo interrompidos pelos assuntos de trabalho ou apelos de Paul, que se preocupava mais em compor canções bregas como "The Long and Windiind Road" e a própria Let It Be. Me desculpem os que gostam, mas nunca vi canções mais comerciais. Essas devem tocar na globo ainda uma vez por mês, é so prestar atenção no Faustão.
Contudo, a banda era boa, estava boa. Ainda sã e atenta, centrada em ensaios e jams sessions divertidas, as quais cansariam demasiadamente ao final do período, sendo mal editadas ou simplesmente editadas de maneira mais alternativa seja por causa da preguiça ou da porra-louquice.
Essas últimas músicas estavam muito boas. Você não viajava mais em questões lisérgicas ou psicodélicas, mas você aproveitava e cantava. Diz-me um amigo que Beatles é perfeito com um violão e duas ou mais pessoas que se garantam em cantar mais ou menos direitinho. Eu concordo!
Só sei que o período que mais chamou minha atenção e me conquistou foi o período final. Ali você percebe quem é quem, quem é o banqueiro, quem é o artista, quem é o músico e quem apenas é um Beatle. É estranho isso, mas foi o que aconteceu. Me apaixonei por essa banda logo por causa do período onde havia mais conturbação entre eles.
Apaixonei-me especialmente por Jonh Lennon, a quem parece ser uma pessoa muito boa, daquelas que você bate o olho e fala... "que pessoa massa, meu deus!" Deus, contudo, tem de enviar um de seus anjos da morte para pegar essas pessoas, fazendo parecer um pecado tal situação... alguém tão legal estar na Terra. (Vai ver ele sabe que é tão raro tal pessoa aparecer, que pega logo pro céu, por que lá é que tá faltando também). A única outra pessoa que me lembro agora que era tão massa quanto John e foi tragicamente tirado do nosso conviver é Ayrton Senna.
De qualquer maneira, hoje... escolhi meu beatle favorito. A escolha era uma que eu já sabia, mas estava relutando em aceitar inconscientemente por ter pessoas perto de mim as quais eu respeito a opinião, e gostam mais de Paul Mcartney por exemplo. Jonh Lennon é o cara e não merecia um Chapman em sua vida.
Aquele último show no rooftop da Apple Studios foi muito foda. Quando assisti ao documentário, percebi um clima de nostalgia ali. Quem assiste hoje, como eu, pensa... "porra, é a última vez dos caras!!!! Ninguém vai fazer nada?" Músicas como Don't Let Me Down ficaram completamente imortalizadas nas versões do rooftop. Dig a Pony tem um sentimento de saudade, Get Back de raiva, especialmente na segunda vez que eles tocam, que é só pra irritar os policiais. Aquela apresentação é mágica. Você percebe que não existem mais os reis do yeah yeah yeah... mas apenas músicos consagradíssimos e ao mesmo tempo pessoas simples (a puxar por Lennon, Harrison e Ringo), que desejam os melhores sentimentos pro mundo. É uma parte da história da banda, da história da música, da evolução do rock, pop e alternativo que dá pra fazer cair uma ou duas lágrimas, pra quem sabe o que significou os Beatles pra a arte contemporânea mundial.

Bem... banda foda... caras fodas, todos em seus altos e baixos...guitarras, baterias e teclados... VOZ!



*** "Eu curto um Pigmeu" por Charles Hawtrey and the Deaf-Aids. Capítulo um: onde Doris consegue sua transa! ***

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Próximos Shows:

Quero ver quem vai dizer que aqui não tem o que fazer! (pelo menos esse fds)


No Candeeiro Encantado:

Dia 22 (Sexta) - Cabruera e Escurinho
Dia 23 (Sabado) - Alexandre Seixas (Cover Raul - Recife-PE) e Os Reis da Cocada Preta

No Teatro Ednaldo do Egipto:
Show de lançamento do CD Habitante do Sol
Dia 21 de Maio (quinta-feira)
As 19h entrada R$ 10,00
Anagami (antiga Marcha Funebre) vai abrir o show

No Espaço Mundo:
Dia 21 (quinta-feira), 20h - Zé Viola Progressive Band, Dialeto Rock e Burro Morto - gratuito
Dia 23 de maio (sabado), 21h - Blue Sheep, Lolirock, Bárbara, Noskill - R$5

Na Loja Música Urbana:
Dolphins e Jardim Crônico;
Dia 23 de Maio (sabado), 15h
Grátis.

No Papagaio Pirata:
Dia 22 (sexta), In The Mood (Blues), Backdoorman (Jam session)
Dia 23 (sábado), Reggae Acústico com Diego Giordano e convidados + Dj Formiga
Ingressos: 5 reais, mulher free ate 23.30hs, sinuca free (somente neste fds)

Notícias!

Nublado Lança Novo Disco!
O Nublado acaba as gravações do seu mais novo EP. O disco se chama Vôo Livre e está disponível no Myspace da banda. A priori, podemos dizer que hove uma mudança significativa no som e na arte da banda, mas depois falamos mais desse disco, que ainda será lançado oficialmente em Junho.
As 4 músicas que compõem o disco foram gravadas por Dante Augusto no estúdio DoSol, em Natal (RN) e mixadas e masterizadas por Anderson Foca e Eduardo Pinheiro no estúdio Megafone (RN), em março de 2009.
A arte do novo trabalho foi retirada de um quadro de Krysna Nóbrega e Gabi Adloff chamado "Monalisa".

http://www.myspace.com/bandanublado


Os Reis disponibilizam material na Internet!

Outra banda que lançou todo seu material na internet é a Os Reis da Cocada Preta. No dia 19/05 eles colocaram músicas, cifras, letras, fotos e alguns videos de shows ao vivo.
Matérial pra aqueles que só os conhecem por myspace, fotolog e o clipe de "Monologo sobre a mudança" no YOUTUBE.
A banda aposta na internet como meio de expansão e divulgação de sua arte. De fato essa é uma das banda mais bem produzidas aqui da cidade, merecem reconhecimento.

http://www.fotolog.com/orcp
http://www.myspace.com/osreisdacocadapreta

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O Néctar do Jazz e do Groove!

Venha curtir também o som que traz uma mistura de jazz, funk, afrobeat apoiada nas fortes raízes da música nordestina e blah blah blah!!! Eu poderia começar o texto assim, mas muitas pessoas deixariam de ler nas próximas frases técnicas a se seguirem. Contudo, eu fui a vários shows do Nectar e vi por que esses caras tem de ser respeitados.Cristiano, Orlando, Victor e os irmãos Pedro (Peter) e Stephan Bühler, compoem um projeto interessante, que deixa transparecer a missigenação de culturas dentro da banda na música em que tocam ao vivo. Stephan é radicado no Brasil há 12 anos. Chegando aqui, já passou por bandas como Unidade Móvel, que divergenciou o tipo de som, afastando o músico e Os Mano, banda que tocava ao vivo no Bebe Blues nas antigas. Hoje ele ainda faz parte do Chico Correa & Eletronic Band, mandando muito bem no jazz e improvisações nos seguintes instrumentos: Sax/xaphoon/electronic sounds, soprano e bamboosax.
Orlando é ex-Aerotrio, que veio pra cá pela última vez no "Natal com Jazz". Ex-Cabruêra também, já que hoje quem assume o baixo é Edy. Orlando é artista talentoso, virtuoso e cheio de musicalidade.
Musicalidade, inclusive, é a palavra que define muito bem a banda toda. Dos cinco integrantes da banda, três são da terrinha, totalmente cheios dessa virtude. Pessoas que deram início ao movimento de bandas malucas daqui, em meados de 99. (eu não preciso mais citar que bandas são essas, preciso?) Os outros dois puderam contribuir com sua visão world-music, além de dar o tempero gringo que é sempre otimamente bem-vindo. (ou seria "benvindo" no novo português?)
A banda Néctar do Groove nasceu em outubro de 2006 numa canja no lendário bar “Território” em João Pessoa/PB. Depois do grande êxito deste primeiro encontro, a banda começou a experimentar para aperfeiçoar o som instrumental. Fontes também alegam que a banda sofreu influências fortíssimas do bairro do varadouro, ali pelas bandas do atelier multicultural do Nai. Com precedentes como esses, já dá pra sacar um pouco da qualidade.

Alem de composições próprias como Afrojam, Terra, Rosa, Vôo da Vuiva o repertorio inclui alguns clássicos de grandes mestres da “world music” como Manu Dibango e Eumir Deodato, sempre com o inconfundível e marcante “tempero” da música nordestina. Inlcusive, quando o Cristiano começou na violinha, achei um importante passo de diferenciação.

Quando falo de música assim, as vezes parece que tô falando mais de um cardápio de restaurante. O fato, é que o Néctar é uma das bandas que mais cria em cima do palco. E isso é ainda um pouco raro por aqui. O grupo se apoia na vivência entre si. Em 3 anos tocando juntos, a química entre eles permite a ousadia de criarem ao vivo. Isso é bom, isso é Jazz!

Bem, é uma banda que vale a pena. Uma banda que não dá pra se cansar rápido. Faz um show empolgante, animado, dançante e principalmente não-careta.

Salve o Néctar do Groove.Contatos:

Stephan Thomas Bühler
Telefone: (83) 32440362
E-MAIL: nectardogroove@gmail.com

Orlando Freitas
Celular: (83) 88585303
E-MAIL: omzeno@yahoo.com.br

Peter Bühler
Telefone fixo: (83) 32261643
Celular: (83) 99216024
E-MAIL: peterbuehler@mac.com

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Maio!!!

Em maio teremos Sem Horas, especial coletivo mundo, Néctar do Groove e muito mais!

E João Pessoa na Luta!!!

Pedra pra frente!!!