quarta-feira, 1 de julho de 2009

Entrevista Blue Sheep!

Elas estão aparecendo no cenário local, com sua música hard e feminina. Beatriz, Eveline e Gabi fazem parte da Blue Sheep... banda com uma pegada que não é brincadeira. Acompanhem uma entrevista feito pelo MSN com Gabi (batera) e Eveline (guitarra). Lance descontraído, acerca da banda, planos e opiniões. Confiram na íntegra... ou quase...

JK - www.pedrarollando.blogspot.com diz:
qual o estilo da banda?

Bibi diz:
Rock'n'roll, com influência de hard setentista e blues ^^

JK - www.pedrarollando.blogspot.com diz:
como tá a banda hoje? planos, musicas autorais, gravações e planos futuros (incluindo shows)

Bibi diz:
Acho que "hoje" é que a banda tá começando a andar... a galera tem nos recebido muito bem nos shows, estamos com shows marcados para julho e agosto

Eveline diz:
então estamos bem todas solteiras mas bem

Bibi diz:
huahuahua

Eveline diz:
eita podia falar isso??

JK - www.pedrarollando.blogspot.com diz:
kkkkkkkkkkkkkkkk

Bibi diz:
lol XD

Eveline diz:
falando da banda

Eveline diz:
estamos com dois shows marcados

Bibi diz:
enfim, que venham os groupies!

Eveline diz:
kkkkkkkkk

JK - www.pedrarollando.blogspot.com diz:
hahahahaha
Eveline diz:
voltando ao assunto

Bibi diz:
=] A gente tá começando a divulgar mais a banda agora, recentemente fizemos uma sessão de fotos.. que vamos pôr na net quando lançarmos alguma música

Eveline diz:
temos show agora dia 10 com o cerva grátis no espaço mundo e dia 15 de agosto em um festival de bandas femininas o mafalda

Bibi diz:
temos planos pra gravar em breve, muito breve =)
a gente só tá pesquisando direito ainda os estúdios por aqui... e juntando grana, mas em breve sai e a galera vai poder finalmente conferir nosso som ^^

JK - www.pedrarollando.blogspot.com diz:
quantas músicas autorais?

Eveline diz:
prontas nós temos 4 mas estamos trabalhando em 3 já acertando detalhes e coisas afins

Bibi diz:
XD

JK - www.pedrarollando.blogspot.com diz:
Reviens parece ser uma música em francês, como foi que surgiu essa idéia e o que vocês esperam disso?
Bibi diz:
veio de Béa, na verdade ela já tinha a música feita
só que em outra melodia

Eveline diz:
eu mudei tudo

Bibi diz:
yep, mudamos

Eveline diz:
a música era horrivel

Bibi diz:
rs
eauheauehae
sim

Eveline diz:
toda a parte do arranjo

Bibi diz:
XD (que Béa n veja isso)
brincadeira euaheuaeh, ela tocou pra a gente

Eveline diz:
kkkkk

Bibi diz:
e a gente disse sem tanta grosseria, que era horrível.
=X
mas deu pra aproveitar a letra, e acabou se tornando uma música bem legal, =]

Eveline diz:
foi
a métrica se encaixou bem legal no blues acho interessante o francês pra músicas de blues
é uma coisa diferente
e estamos arriscando

Bibi diz:
deu um "charme" a mais tb

JK - www.pedrarollando.blogspot.com diz:
como vocês observam a cena daqui da cidade? o que acham do estilo de vocês em relação a cena?

Eveline diz:
é
É totalmente adverso hehe
aqui tem bandas de blues mas não femininas
aqui tem bandas femininas de rock'n roll mas não que insiram essa idéias de blues e coisas antigas que variam dentro do blues dos anos 40 até o metal ds anos 80
a gente faz um som diferente
tem bandas aqui como o Cabeça de Galo, antigo backdoorman, e o in the mood que tem uma proposta mas as bandas daqui cada uma tem uma proposta e um feeling diferente
auehuaeh

Bibi diz:
XD
bom... até um tempo atrás, eu só via shows de bandas de thrash/death, ou de HC/punk por aqui

Bibi diz:
acho que aos pouquinhos a coisa tá mudando, a "cena" tem variado mais

Eveline diz:
e o mais interessante temos publicos pra variados gostos também

Bibi diz:
quanto às bandas femininas... acho que não tem muitas! e as poucas que tem, tem estilos bem distintos... =)
hey, vou buscar a pizza :B

Eveline diz:
eita traz pra mim um pedaço

JK - www.pedrarollando.blogspot.com diz:
o que acham da questão do ingles e do hard rock como musica autoral, numa cidade onde há carência de cultura local, mas também de boa música autoral e bandas profissionais?

Eveline diz:
bom é uma dificil escolha.
a carência aqui não é só em relação a cultura local mas da cultura em si
olha só acho que no Brasil de uma forma geral não só na paraíba o publico é muito restrito o que é uma pena

Bibi diz:
Eu acho que o rock se tornou uma linguagem universal... deixou de ser estritamente ocidental... faz parte de uma cultura "globalizada", é por isso que não me incomodo de ser brasileira, nordestina e estar tocando um hard em vez de um forró pé-de-serra (que respeito muito)

Eveline diz:
independente de cantarmos inglês e fazermos hard rock nós somos paraibanas certo queremos que tudo cresca por aqui crescer juntos e ter gente que escute rock em geral blues e música local como o forró pé de serra que tá rolando lá fora agora na ves do São João

Bibi diz:
=]
quanto à questão da língua, simplesmente o inglês fluiu melhor no nosso estilo, não foi falta de tentativa, já tentamos compor algumas em português, até agora não deu, mas qualquer dia sai! =) Um exemplo de rock'n'rol massa daqui em português é o Cerva Grátis

Eveline diz:
bandas profissionais ou indepentes precisam do apoio da proprio publico e própria cena local, por isso que adorei a idéia do pedra rollando divulgar as nossas bandas e sempre que posso divulgo

Bibi diz:
Unrum... acho que João Pessoa tem ótimas bandas, ótimos músicos... a gente tem um dos melhores cursos superiores de música do Nordeste, na UFPB...

Eveline diz:
aqui tem muita coisa boa e pra todos os gostos é só nós nos juntarmos e fazer com que a cultura paraibana cresca. Não falo isso só em relação a música a arte de uma maneira geral por exemplo os fotografos que apoiam bandas daqui como Rafael Passos Felipe Lima Anderson Silva Wênio e Andressa Marques que vão aos shows independetes e o teatro, a dança, os sebos

Bibi diz:
é, tá faltando mais investimento e estrutura para a coisa andar!
=)
a gente precisa mostrar que aqui na Paraíba a galera pode vir curtir uma boa banda de forró pé-de-serra, assim como pode curtir uma boa banda de pop ou rock'n'roll! Temos público para tudo isso, basta um pouco mais de investimento e estrutura...

Eveline diz:
tudo é de um forma carente mas tá crescendo aos poucos e cabe a nós apoiarmos e levar em frente em relação a estrutura e desenvolvimento eu acho que é uma questão de concientização política( saber em que votar pra ser mais direta) e isso é uma discurssão que levaria o dia inteiro falando e cada um tem sua propria opnião em relação a isso

Bibi diz:
vou pegar mais pizza, já venho

Eveline diz:
vai te lascar Gabi tou com fome

JK - www.pedrarollando.blogspot.com diz:
desculpem minha ausência
eh que fico acendendo cigarros la fora
deixe-me ver mais o que...
digam uma banda daqui que vcs gostam e por que?

Bibi diz:
Cerva Grátis! \o/
rock na veia, muita energia, são 10 ^^

Eveline diz:
eu gosto do Cabeça de gallo, In the mood, o burro morto, Perciless, Thyresis, Rest in Disgrace, Shock ( eu gosto do som dos coroas) , Metal Brain uma banda de metal dos anos 90
eita era só pra dizer uma kkkkkkkk
então vai o Shock
eles são antigos
o Shock
eu me empolguei com as bandas
kkkkk
é eles fazer rock'n roll desde dos anos 70 tive a oportunidade de ver eles ao vivo duas vezes

Bibi diz:
tem o Nectar do Groove tb

Eveline diz:
tenho os albuns Ritual e Heavy metal we solute you os caras são bom no que fazem

JK - www.pedrarollando.blogspot.com diz:
obrigado, meninas!

E quem quiser saber mais sobre as meninas... acessem:
www.myspace.com/bandabluesheep

Resenha EP do Nublado: "Vôo Livre"


Felipe Gurgel - Colunista do Samba Punk - Resenhou o mais novo Ep do Nublado, intitulado de Voo Livre. Confiram...

Passei cinco dias em Recife (PE), a pretexto do Porto Musical, e algo do que eu trouxe na bagagem vai estar nas próximas colunas. Hoje, falo da revelação Nublado, de João Pessoa (PB), e do “barulho fino” do AMP, de Pernambuco. Boa leitura.

Nublado – “Vôo livre” (EP, Independente, 2009)

Antes de o disquinho começar a circular por aí, o lançamento virtual deste “Vôo livre” já repercutia bem. Não é por menos. A novíssima Nublado, banda de João Pessoa (PB), traz quatro hits absolutamente grudentos neste EP. Se com o primeiro trabalho o quarteto já revelava um bom potencial para a composição de melodias fáceis, agora, com o segundo, apresenta outros diferenciais: boa produção, qualidade e peso da gravação. O processo se deu fora de casa, nos domínios de Anderson Foca (estúdio DoSol – RN).

E qual foi a surpresa deste trabalho? Tudo parece mais bem resolvido e as referências – do novo rock ao Radiohead – se encontraram de forma que a moçada consegue impor personalidade nas músicas novas. Da primeira à última faixa, é difícil não cantar junto, com destaque para o bom refrão de “Desse lado”. A pegada pop se mantém linear em “No ar” e “Sobre o caos”; já “Suas asas” arrisca efeitos e um pique mais nervoso, a reboque do ritmo quebrado da bateria de Rayan Lins – melhor músico do quarteto.

“Vôo livre” não poderia ter um nome mais adequado para as circunstâncias da carreira do Nublado, pois indica um caminho aberto para o quarteto crescer, corrigindo inclusive algumas limitações (sobretudo vocais) de seus shows em um passado recente. No entanto, Rayan Lins (bateria e backing vocals), Fábio Viana (voz/guitarra), Andrei de Ferrer (baixo/voz) e Lucas Moura (guitarra) já sabem do que podem se orgulhar neste EP – o melhor cartão de visitas do Nublado até então.



Mais sobre ele: http://www.popup.mus.br/wp-content/plugins/download-monitor/download.php?id=29 (Link direto para baixar) / www.myspace.com/bandanublado(Informações)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

The Moonwalker!

Pois é, pessoal... o mundo vive momentos de turbulência e eu não podia deixar de falar disso aqui. Não é a turbulência normal, de guerras ou outras mazelas que já estamos acostumados a assistir desde pequenos. Uma turbulência que só vem de tempos em tempos, quando acontece algo de uma magnitude a qual ficamos sem compreender, mas que aos poucos vamos percebendo que realmente nos tocou.
Essa semana perdemos o rei do Pop!
Eu diria que se foi mais uma pessoa a morrer do mundo dos artistas. Que ficam cada vez mais ameaçados de extinção.
O mundo chorou com Janis, Hendrix, Lennon, Harrison e etc... Agora chora com Michael e tem ainda mais um tanto a chorar. Depois se lamentar sobre o por que de não existir mais artistas como antigamente... figuras, ícones do show "biZZ", com suas manias descomunais e sensasionalistas... figuras totalmente pitorescas, infelizes ricos alegres.
Sabe... não é algo que faça a maioria das pessoas chorar (e tem gente que chora nesses casos), mas de fato, você sente. Fez parte da história da cultura world music, tanto quando uma guerra faz parte da história da história. E isso faz você sentir, nem que seja um mero "poxa! que droga, eu gostava dele".

Pra mim o que ficou de impressão sobre ele não foi só o fato de que ele era um produto altamente bem trabalhado na mídia, com sua imagem sendo vendida através das reviravoltas que suas doenças e vícios provocavam... adoravam ele negro, branco, de luva, sem luva, com nariz ou sem. Pra mim também ficou uma impressão de espetáculo. De showman mesmo, um cara que sabia o que fazia, sabia o que o publico gostava.
Todo esse espetáculo transparecia no estilo de vida que ele levava. Certa vez vi um documentario sobre o ditocujo, e dava pra ver os artigos luxuosissimos que ele comprava, manias de megalomaniaco... eu fiquei besta acerca do gosto daquela pessoa, da rotina dela. Não, não era um ser humano normal, nem era mais um ser humano... era uma figura mítica entre os homens, uma entidade abstrata, um artista.
Vícios, infelicidades, processos judiciais, o peso da fama. Explosões, palcos enormes, dança, mágica.

Ele foi um pirralho durante os anos setenta. Aprendendo muito bem tudo, ouvindo, confabulando. Nos anos oitenta foi um verdadeiro garoto problema... comprando as músicas da maior banda do mundo (Beatles) e casando-se com a filha do rei do rock n' roll (Elvis) e revolucionando o mundo do espetaculo.

Certamente bandas como Kiss e o Heavy Metal em geral já tinham shows altamente produzidos, mas apenas Michael começou a centralizar todo esse poder em uma pessoa só. Assim quando você assistia o show ou filmes do cantor quando criança, via ele comandar todo o show pirotecnico de cima do palco ou se transformar em tigres, carros e dançar desafiando a gravidade.
Eu ficava de cara! Realmente besta como podia existir uma figura tão mágica como aquele cara e como podia existir um show tão show quanto aqueles.

(...)

Parte dessa magia se esvai quando você cresce e tem idade suficiente pra entender que na verdade ele era perseguido por tudo aquilo que o tornara tão especial. Dependente químico de remédios, artista depressivo, ficando velho, talvez um câncer de pele que explique tantas deformações... em fim... uma vida não muito feliz. Marcada por probemas que vieram com uma coisa a qual ele não tem culpa... o talento.
De qualquer maneira o mundo foi abalado. Todos nós somos produtos de um tempo que respirava Michael Jackson... ainda que a música não sendo nosso estilo preferido, mas fomos com certeza afetados pelo glamour de seus shows ou essa imagem de um ser de outro planeta que construiam dele.
Dificílimo aparecer outro... nesse mundo do youtube de hoje em dia, artistas aparecem e desaparecem, nenhum com o adorável-ego-descomunal-de-artista-sem-vergonha-POP dele e de alguns outros que ainda nos sobram.
No meio de todo esse tormento eu tinha parado pra pensar... e ainda existem alguns nomes que vão fazer o mundo derramar lágrimas novamente. De tempos em tempos, um novo momento de turbulência, por uma causa que realmente merece luto... a morte de um fazedor de arte.

[E nessas horas, cercado pela segurança bilionária de sua manção situada a terceita montanha ao norte de algum outro monte muito grande na Suiça... estaria Paul Mccartney brindando com champagnes ao lado de seus agentes de inteligência, pensando: "Parabéns, pessoal! Missão cumprida!"]

=P


Valeu Michael!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

‘Fragmentos Sonoros’ mostra o rock sob o olhar de Anderson Silva

Se uma imagem vale mais do que mil palavras, quanto valerá em acordes? Uma boa maneira de descobrir isso é chegando lá no Espaço Mundo (Pça. Anthenor Navarro, s/n, Centro Histórico de João Pessoa) para conferir a mostra ‘Fragmentos Sonoros’, que reúne entre 25 e 30 fotografias do paraibano Anderson Silva. A mostra fica em cartaz até 18 de julho, sempre de quarta a sexta-feira, a partir das 18 horas.
As imagens foram capturadas ao longo de 2008 em shows e festivais em João Pessoa, Recife e Natal. “A ideia é passar ao público um pouco do clima dos shows, mostrando detalhes que se perdem no calor de um show. Coisa que só a fotografia consegue guardar”, comenta Anderson.
A mostra revela expressões de Falcão (O Rappa), Trinity (Venus Volts - SP), Jon Spencer (EUA), The Donnas (EUA), Rieg Wasa (PB), Diego Second (PB), Rancore (SP), além de algumas fotos promocionais, como da banda local Outona, e fotos de bastidores. “Todas as fotos têm algo de curioso ou de engraçado”, conta. “Vai desde chegar em cima da hora do show, assalto, até as fãs mais ousadas se ‘mostrarem’ para seus ídolos (risos)”.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sigam-me os malucos!


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Vale adicionar aos favoritos também.

Paz!

JK

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sapé Rock City

Esse último domingo rolou um show em Sapé com bandas daqui. O Edy tava lá, junto com a comitiva do coletivo mundo e conta como foi essa estória.

Tarde do domingão, por volta de três e meia da tarde, chegávamos em Sapé, cidade localizada na região do Brejo paraibano, com população em torno de 50 mil habitantes e distante 55Km de João Pessoa, capital do estado. Clima quente, sol, mas caía uma chuva repentina e forte. Alguns pedidos de informação depois, estacionamos na frente do CLUBE ATLÉTICO SAPEENSE, fundado em 1950, era o que informava o logo pintado no muro da entrada. Compramos as entradas, R$ 5,00, cada, e entramos.

Um clube antigo e no salão construído para festas, por onde circulavam cerca de trezentas pessoas, um pequeno palco com estrutura de sim e iluminação. Duas bandas, das nove previstas pra tocar, já tinham se apresentado no ROCK PARA TODAS AS TRIBOS - RATICIDA, banda de punk rock, e KOAN, pop rock, ambas de Sapé. No palco OS REIS DA COCADA PRETA (www.myspace.com/osreisdacocadapreta) mandava um roquenrou competente, cheio de guitarras e com fortes influências de bandas como QUEENS OF THE STONE AGE. Recentemente eles disponibilizaram todo o material da banda para download ( http://www.4shared.com/dir/15584005/81518602/Os_reis_da_cocada_preta). Da cena atual de João Pessoa é a banda que tem conseguido abrir espaço nas casas de shows pra mostrar seu trabalho autoral e tem conseguido movimentar um público em torno de seu trabalho, utilizando a internet como uma das principais ferramentas de divulgação.

Logo depois subiu ao palco a BLUE SHEEP (www.myspace.com/bandabluesheep), power trio de hard rock formado por três garotas muito jovens. Elas tem sido a grande sensação da cena. Garotinhas, novas, tocando um roquenrou pesado e eficiente. A banda tem um ano de criada, mas só se apresentaram pela primeira vez em março deste ano. Claro, ainda precisam do molho e da ginga que só a estrada e os palcos irão dar, mas já chamam muita atenção pela seriedade com que encaram o palco. A guitarrista Eveline se comporta como uma verdadeira Guitar Hero, fazendo pose e tocando com muita vontade e competência o repertório que inclui músicas autorais e covers de Jimi Hendrix e ZZ Top, entre outros. Obviamente, a marmanjada toda foi pra frente do palco e delirava com a performance do trio. Comentava com Ilson Barros, vocalista, guitarrista/violeiro da banda ZEFERINA BOMBA (www.myspace.com/zefirinabomba ), com quem fomos pra o show, que em um ano, se aquelas garotas continuarem com essa pegada, estarão tomando conta de muitos palcos por aí afora.

Chega a vez do CERVA GRÁTIS (www.myspace.com/cervagratis ). Roquenrou pesado, barulhento, divertido e com muita energia no palco. A banda tinha o curioso hábito de liberar um isopor com cervejas na frente do palco pra o público, expectativa essa frustrada no show de Sapé. Não rolou a cerveja grátis. No palco foi apenas som alto, energia sobrando e um convidado, nosso amigo Ilson Barros do ZEFIRINA BOMBA, cantando uma música do ROCK ROCKET e uma do ZEFIRINA BOMBA – ‘Dia Inteiro’. Bom show.

Chegada a hora do metal porradão – (www.myspace.com/sodoma) SODOMA. Metal, definitivamente não é o meu forte e, apesar dos caras terem seis anos de estrada e um som extremamente competente, eu não conhecia. Fiquei impressionado com a competência e profissionalismo dos caras. Death/black metal, detalhe, cantado em português e executado com maestria. Apesar disso o vocalista HATE(sic) reclamava, após o show, do som no palco. Para o público tava bem legal, há tempos não ouvia um som assim.

Durante o show conversei com algumas pessoas sobre shows alternativos na região. Um grupo de Pirpirituba, 30km de Sapé, se divertia e disse que ficaram sabendo do evento pela internet. João Alves, 31, coveiro oficial do cemitério da cidade, de máscara e bota, estava lá para ver duas bandas da cidade –LETAL (www.myspace.com/letalcrossover) e LISOSSOMOS (www.myspace.com/bandalisossomos). Erivan, guitarrista do LETAL e organizador do show, perguntado sobre as dificuldades de produzir shows alternativos no interior do estado, respondia conformado, “tem que produzir, né !!! ? Lucro !!! ? Cara, empata, nem prejuízo, nem lucro. Mas vale a pena pra gente que tem banda”, justifica.

Uma das bandas preferidas do coveiro João Alves, subia ao palco, LISOSSOMOS. Um hardcore melódico e enérgico. Eles realmente tem público na cidade. O metal voltava a cena com o ABORTION CHAMBER (www.myspace.com/abortionchamber) subindo ao palco. Aí um detalhe, que na minha opinião prejudicou o andamento do show, afinal já era quase dez horas da noite. A montagem de equipamentos e preparação de palco para o show dos caras demorou muito. Muita gente se sentou, outras tantas saíram. Como já passava das dez horas da noite do domingo e, apesar de gostar do som do LETAL, hardcore competente, um dos melhores da nova cena, os 60km de volta pra casa numa estrada estreita me fizeram optar pela saída antes do final.

Na volta lembrei de um show alternativo em Sapé que tinha participado há alguns anos e me ocorreu uma frase antiga – ‘Onde houver uma tomada com energia elétrica, vai haver alguém plugando um amplificador e fazendo um som e colocando suas idéias pra fora’. Apesar das dificuldades pra se realizar um evento como esse, Sapé tem conseguido fecundar raízes alternativas pra região. Bom pra todo mundo.


Por: Edy

domingo, 7 de junho de 2009

Capa!!! Bienvenido Juño!!!

Pois é pessoal...
continuando o blog nesse mês temos essa capa com Diego Souza na foto. Essa era a época do Backdoorman, mas hoje ele toca no Cabeça de Galo.
A Foto é de Wênio Pinheiro, a edição é minha. Wênio que, inclusive, está expondo e lançando um livro sobre Jaguaribe. Com textos de Pedro Osmar e fotos sobre o Bairro. Fotos belíssimas que ele fez junto com seu companheiro Gustavo Moura. Pra quem quiser dar uma conferida na exposição, aproveitar e pegar o livro, fica no Casarão 34, centro da cidade, ali em frente a praça Dom Adauto. Do dia 6 ao dia 15, se não me engano, sempre no horário comercial.
Pois é... esse mês vai ter novidade sobre o Nublado, que troca de integrante e se prepara pra uma grande maratona de shows... e mais três revelações da cena. São elas a Blue Sheep, banda feminina de Hard Rock, a Seu Pereira e o Coletivo 401, que estréia esse mês na capital mas já conta com mitos da música por aqui e a Cabeça de Galo, projeto novíssimo dos integrantes da extinta Backdoorman.

Vamo lá, começar esse mês pra valer!!